Sistema de meritocracia ajuda GP Investments a gerar valor

São Paulo, 12 de Setembro de 2008 – Criada há 15 anos pelos lendários investidores Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e



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São Paulo, 12 de Setembro de 2008 – Criada há 15 anos pelos lendários investidores Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, a GP Investments, maior gestora de private equity da América Latina, tem contribuído para a geração valor para os acionistas por meio da melhora da gestão e operação de suas empresas investidas. Desde sua constituição, em 1993, foram captados mais de US$ 4 bilhões e adquiridas 47 companhias em 14 diferentes setores da economia. 
A gestora, conhecida pela difusão dos conceitos de meritocria e implantação de políticas remuneração variável atreladas ao cumprimento de metas agressivas de negócios, tem alcançado um histórico de sucesso ao longo de seus investimentos. Segundo o analista da Itaú Corretora, Victor Mizusaki, os seus fundos de investimento têm apresentado retorno médio de cerca de 22% ao ano. 
Com sede nas Bermudas, a gestora tornou-se a primeira companhia de private equity a realizarOferta Pública Inicial (IPO) em 2006. Desde então, seus papéis acumulam valorização de 65,85% comparado com alta de 40,35% do Ibovespa no período. No ano, as ações da gestora acumulam queda de 29,28%, enquanto o Ibovespa apresenta baixa de 19,74% no ano. “A empresa foi uma das menos afetadas no segmento de serviços financeiros e estamos com recomendação de compra para os papéis com preço-alvo para este ano de R$ 29,80, (que representa potencial de alta de 120,74% em relação ao fechamento de ontem)”, diz Mizusaki. 
Liderada por Antonio Bonchristiano e Fersen Lambranho, a gestora alcançou lucro líquido de US$119,8 milhões no primeiro semestre de 2008, 27% acima dos US$94,3 milhões registrados no mesmo período de 2007. 
Bonchristiano afirma que o aquecimento do mercado acionário nos últimos anos tem sido utilizado como uma porta de saída para os investimentos “De 2004 para cá realizados cerca de oito desinvestimentos, sendo sete por meio de IPO”, diz. 
Em agosto deste ano, a gestora lançou em seu quinto fundo, GP Capital Partners V, de R$ 884 milhões. Uma dos primeiros investimentos do GPCPV foi um aporte adicional na San Antonio Internacional, que atua prestação de serviços para exploração em terra e produção de gás e petróleo na América Latina. 
Buscando sempre participação majoritária no capital das companhias estabelecidas em seu ramo de atuação, a GP já investiu em 47 companhias entre elas, América Latina Logística (ALL), Submarino, Gafisa, BRMalls entre outras. A empresa ainda tem 12 companhias em portfólio, que somaram ao final do segundo trimestre de 2008 investimentos de US$2 bilhões. Só neste ano, a gestora concluiu a aquisição da Laticínios Morrinhos (Leitbom) e da Estácio Participações. “Na alocação de capital não previlegiamos apenas crescimento, mas a geração de valor para a companhia. É preciso criar cultura, desenvolver talentos e sistemas para que elas continuem sendo boas empresas”, afirma Bonchristiano, durante evento realizado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). 
O resultado da política eficiente de gestão das empresas que agrega, segundo Bonchristiano , comprometimento dos gestores com o alcance de resultados e uma remuneração atrativa para o time de funcionários, que se estende até o nível do Conselho de Administração, tem mostrado bons resultados, contribuindo para o crescimento sustentável das companhias. 
A estratégia parece ter dado certo. Desde a entrada do fundo da GP em 2007, a Magnesita tem buscado sua expansão no mercado, anunciando na semana passada a compra da alemã LWB por € 657 milhões, tornando-se a terceira maior fabricante de refratários do mundo. Recentemente, a gestora liderou também a fusão da Farmasa, na qual estava investido, com a Hypermarcas, que passou a ser o quinto maior laboratório farmacêutico entre as empresas nacionais. A operação se deu por meio de troca de ações, em que a Farmasa passou a deter 20% das ações da Hypermarcas. “Um dos fatores principais para a criação de valor no longo prazo para empresas é saber selecionar seus managements e conselheiros, buscando a criação de sistemas de remuneração eficiente, atrelado ao cumprimento e monitoramento de metas”, diz Bonchristiano. Além disso, a gestora estimula a adoção de planos de remuneração que busquem o comprometimento dos executivos, como planos de opções de ações. “A idéia é transformar os executivos em donos da empresa para buscar o alinhamento de seus interesses com os dos acionistas e também reter talentos”, diz Bonchristiano. 
(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados – Pág. 3)(Silvia Rosa)