idades digitais: modelos, projetos e dúvidas

Por Jackeline Carvalho
03 de setembro de 2008
Encontro organizado pela Network Eventos, em São Paulo, reúne especialistas para debater o conceito cidades digitais. Líderes das principais empresas públicas e privadas falaram sobre os obstáculos e os pontos de atenção necessários a um projeto. Palestras serviram de dicas aos candidatos a governantes municipais.

Em temos de eleições municipais, nada como uma proposta de governo inovadora e com capacidade de atender a todas as camadas da população. A Network Eventos promoveu nesta quarta-feira, 003/09, um panorama do que é hoje uma cidade digital, seus desafios, novos serviços e oportunidades criadas para a população.

Estiveram presentes o presidente do Serpro, Marcos Mazoni; o diretor de inclusão digital do Ministério das Comunicações, Heliomar Medeiros de Lima; Douglas Viudez, diretor de produção e serviços da Prodesp; Bruno Vianna, presidente da Informática de Municípios Associados (IMA); e Jorge de La Rocque, presidente da Rede Global Info.

Todos os presentes à mesa de abertura do evento foram unânimes em dizer que ainda há questões a serem resolvidas, mas os projetos das Cidades Digitais têm como maior benefício o envolvimento tanto dos governos quanto da iniciativa privada, em especial a indústria de equipamentos de tecnologia da informação e comunicações.

Os palestrantes também ressaltaram que os municípios não podem usar o Cidades
Digitais como uma bandeira de promoção das ações do poder público, sem que o projeto tenha meta, objetivos e serviços para atendimento à população.

“O tema é importante, porque o objetivo é fazer com que o termo cidade digital se torne um pleonasmo. Ouvi do pessoal do Canadá que aboliu a expressão governo eletrônico, porque acham que governo tem que ser eletrônico”, disse Bruno Vianna. Na sua opinião, uma cidade digital deve observar o modelo de excelência na prestação de serviços ao cidadão. Para o governo, o objetivo não deve ser dar acesso à internet, mas prestar um serviço de qualidade à população. “O serviço estar no ar não significa que ele está permanente. Há uma sèrie de camadas, para fazer da cidade digital diferente de uma simples conexão”, pondera.