Laep planeja venda de marcas, até mesmo a Parmalat

Publicado por Gandalf às 9/01/2008 08:04:00 AM

A Laep Investiments, Holding conhecida principalmente pelos laticínios Parmalat, iniciou um processo de desinvestimento, que pode envolver até mesmo sua identidade.

O primeiro passo foi a venda efetuada no dia 29 de agosto, da Poços de Caldas e Paulínia, duas marcas adquiridas da Danone em abril deste ano de 2008. O negócio que foi avaliado em certa de R$ 50 milhões pela própria LAEP, parece objetivar caixa imediato, visto que a empresa comentou estar fazendo vendas de leite a preços baixos para fazer caixa.

A venda das marcas ao Laticínio Morrinhos, deverá dar algum fôlego a empresa, porém não parece ser o suficiente para mudar o cenário de crédito da empresa. A partir disso surgem os boatos que a empresa considera a venda da Parmalat para a saída da crise.

A Laep adquiriu a Parmalat em maio de 2006, após a empresa sair do processo de recuperação judicial. Os planos para a Parmalat que possuia 13% do mercado de leite no final do ano passado eram ambiciosos, e visavam superar os patamares históricos de mais de 18% de participação no mercado brasileiro.

A situação começou a ficar delicada desde o IPO da Laep, que aconteceu em outubro de 2007, em meio ao início das denúncias de fraude com leite no Brasil, ainda assim a colocação foi mantida e o preço inicial estabelecido em R$ 7,50 por BDR, nas últimas negociações de agosto de 2008 o valor estava próximo de R$ 1,00, desvalorização de cerca de 90%, em menos de 10 meses.

As recentes saídas de acionistas da Laep também ilustram a atual situação da empresa. O fundo Gavião Investment proprietário até a semana passada de 24% do capital da Laep realizou um leilão na Bovespa para a venda da totalidade de seus BDRs da empresa. Outros fundos como o North Sea e UBS, com 10,6%, também procuram compradores.

O Presidente da Holding, Marco Elias, sugeriu que uma possível reestruturação poderia estar a caminho. Com isso o mercado busca possíveis compradores. Perdigão, GP Investimentos e Sadia são apontados como os mais próximos ao negócio.

Porém é improvável que a venda da Parmalat se dê sem antes uma reestruturação da Laep, permitindo-lhe não sofrer um completo esvaziamento com a venda de sua principal propriedade, e a um preço extremamente mais baixo que o pago recentemente pelos minoritários no IPO.