Fora da onda dos IPOs

Duas estratégias contaram para a vitória da Bradesco Asset Management na categoria de alavancados. Além de ter investido em commodities, a gestora ficou longe das empresas novatas na bolsa

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Por Guilherme Fogaça

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Os fundos alavancados são sinônimo de risco no mercado financeiro. Como podem fazer aplicações maiores que seu patrimônio no mercado de derivativos, são indicados a quem gosta de viver perigosamente. Se os investimentos dão errado, os cotistas podem perder tudo e ainda ser chamados para tapar o buraco. Quando dão certo, correm-se poucos riscos e tem-se alta rentabilidade. Nos últimos 12 meses, os fundos alavancados da Bradesco Asset Management foram o exemplo mais claro de estratégia vencedora — e deram à empresa o prêmio de melhor gestora da categoria nesta edição do guia. Três dos seis fundos alavancados da Bradesco Asset Management receberam cinco estrelas. Os principais — Bradesco BD e Bradesco Active — tiveram rentabilidade acima de 25%, percentual bem superior à média dos 221 fundos da categoria avaliados nesta edição, que ficou em 12%. “Duas decisões foram determinantes para esse resultado: apostar no segmento de commodities e acreditar, durante o ano passado, que as ações de primeira linha ainda tinham espaço para subir”, diz Herculano Anibal Alves, superintendente executivo de renda variável da Bradesco Asset Management. A gestora optou por não investir na maioria dos IPOs ocorridos em 2007 por considerar que o preço inicial das ações estava muito alto, o que aumentava as chances de queda. Sabendo disso, a asset usou o mercado futuro para aplicar na desvalorização dos papéis de algumas dessas empresas. “Não fazia sentido comprar ações de companhias novas se ainda existiam boas opções entre as empresas de primeira linha. Hoje, vemos que ficar de fora dessas aberturas foi um grande acerto”, diz Alves.