Minas Gerais pode atrair R$ 500 milhões em investimentos

Arquivo/BH-TEC/Divulgação
Maquete mostra a proposta de ocupação dos 535 mil metros quadrados do terreno cedido pela UFMG

Avanço e habilidade científica nas mãos de estudantes e profissionais de Minas Gerais. Com a aprovação do projeto do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTEC) pela Câmara Municipal, a capital está a um passo de abrigar um dos maiores centros de tecnologia e conhecimento do Brasil. O empreendimento – parceria entre a universidade, Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), governo do estado, Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) – espera atrair investimentos de cerca de R$ 500 milhões nos próximos 10 anos. O parque é considerado uma estratégia para o lançamento de novas bases para a geração de emprego e renda.

De acordo com o professor da UFMG e diretor-presidente do BHTEC, Clélio Campolina, a licitação para a construção do primeiro prédio já foi aberta. Ao custo de R$ 20 milhões, o edifício terá 8 mil metros quadrados e deve ser concluído em 18 meses. O parque ocupará terreno de 535 mil metros quadrados cedido pela UFMG, nas imediações do câmpus Pampulha. Do total, 185 mil serão ocupados por empresas dedicadas ao desenvolvimento de novas tecnologias, laboratórios de pesquisa de instituições públicas e privadas e serviços de apoio. Os outros 350 mil metros quadrados serão de área nativa preservada.

“Com a aprovação da lei, poderemos também dividir o terreno em lotes para que cada empresa desenvolva a iniciativa”, afirma Campolina. Ele explica que já há uma lista de interessadas, incluindo multinacionais. “O parque será indicado para empreendedores que vão montar laboratórios de pesquisas. Será um lugar de mediação do conhecimento científico com a aplicação produtiva. Ou seja, é a universidade e as empresas trabalhando juntas”, afirma o professor.

Campolina diz ainda que a iniciativa vai transformar BH em um centro de produtividade tecnológica. “Vamos criar um mercado de trabalho de alta qualificação. Estudantes de pós-graduação vão ampliar os conhecimentos justamente nas unidades de desenvolvimento”. Ele observa que cada empresa fará o próprio investimento. “Teremos também unidades de pequeno e médio porte e cada uma investirá o que pode. Ainda não sabemos em quanto tempo todo empreendimento estará pronto ”, diz o diretor-presidente.

A infra-estrutura já está finalizada. A prefeitura concluiu a terraplanagem, drenagem e canalização, além do recapeamento asfáltico e sistema de iluminação pública da área. De acordo com a Secretaria Municipal de Políticas Urbanas, foi feita também uma rede de dutos de fibra ótica. A infra-estrutura foi finalizada em 2006, ao custo de R$ 4 milhões.

Fonte: Estado de Minas