Julho 30, 2008
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Economia e Cenários | Tags:
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venda de soja |
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Com dívidas de US$ 600 milhões,
a Agrenco busca uma solução
que envolve a venda do
controle da empresa. “Não tenho
o fluxo de caixa na mão para precisar
quanto tempo ainda temos,
mas o tempo para a finalização
da transação contará para a decisão”,
afirmou José Guimarães
Monforte, um dos conselheiros
da Agrenco, em entrevista recente.
“O desejo principal é dar continuidade
ao modelo de negócio
da Agrenco. Conhecer o negócio,
decidir rápido e oferecer o melhor
valor para os acionistas são
as características que vão definir
a melhor proposta.” Os conselheiros
Monforte e James Wright
estão à frente do processo de restruturação
da empresa, após a
prisão dos seus principais executivos,
Antônio Iafelice, presidente,
Francisco Ramos , diretor institucional
e Antônio Augusto, diretor
de operações, ocorrida em
20 de junho deste ano. Logo após
a acusação, os executivos foram
exonerados e houve mudanças
no Conselho de Administração.
Monforte e Wright permaneceram
e entrou um novo nome,
Cássio Casseb, ex-presidente do
Banco do Brasil. A administração
executiva ficou comporta pelo
diretor de relações com os investidores,
Theodorus Antonio Zwijnenberg
e Fábio Russo, presidente
da Agrenco Itália passou a
presidir a empresa brasileira.
A Agrenco negociava com o
grupo francês Louis Dreyfus
Commodities um aumento de capital
de US$ 65 milhões, que lhe
daria um crédito rotativo de US$
35 milhões e uma linha de financiamento
de longo prazo de US$
150 milhões. Depois iniciou conversações
com a Noble, de Hong
Kong. A proposta mais nova veio
da multinacional suíça Glencore,
mas não foi tornada pública. Segundo
Monforte, as propostas das
duas empresas também são boas.
Tendo em vista que o processo relativo
aos ex-executivos, acusados
de fraude a simular venda de soja,
lavagem de dinheiro, falsificação
de documentos e corrupção passiva,
a companhia está impedida
de prestar quaisquer informações
relativas aos supostos atos ilícitos,
podendo se manifestar apenas
em relação aquilo que diga
respeito à própria Agrenco.
Em seu site, a empresa informa
que nem ela, nem qualquer
de suas controladas ou subsidiárias,
“são partes do processo, que
versa exclusivamente sobre supostos
atos ilícitos que teriam sido
cometidos por três de seus exadministradores”.
Duas operações
da Agrenco, realizadas durante
a gestão dos referidos exadministradores,
estão sendo investigadas
no processo. Tais
transações envolvem valores de
R$ 4,16 milhões (US$ 2,6 milhões)
e R$ 2,45 milhões. A primeira
operação diz respeito a
um mútuo no valor de R$ 4,16
milhões (US$ 2,6 milhões) junto
a Agrenco do Brasil S.A, que, de
acordo com o que consta do Processo,
não teria substância econômica.
A segunda, é uma transação
de exportação de soja supostamente
simulada, no valor
de, aproximadamente R$ 2,45
milhões. Conforme o site, a soma
de ambas as operações questionadas
é, portanto, de R$ 6,61
milhões. em 2007, sua receita
bruta foi de R$ 3,4 bilhões.
L.R.
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